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7 músicas da Lana Del Rey para a abertura do próximo 007

7 músicas da Lana Del Rey para a abertura do próximo 007

Mario Martins - 28 de Março de 2018

A cantora que iniciou sua carreira assinando como Lizzy Grant, só teve consideradas nessa lista suas músicas a partir do álbum “Born to Die” (2011), álbum esse que, desde lançado, mostrou a face retrô da cantora estadunidense. Seu visual, a nuance do instrumental de suas músicas, o conteúdo das letras, a paixão por carros luxuosos e esportivos… tudo isso soa semelhante com a estética da franquia 007, baseada nos livros de romance de espionagem de Ian Fleming de 1953.

Pensando nisso, preparamos uma lista com 7 músicas da cantora, que  se aproximam ainda mais que o comum da nuance mencionada. Confira abaixo. (Vale lembrar que ao final do texto há uma playlist do Spotify com as músicas da lista).

1) Honeymoon (Honeymoon)

 

Sendo o álbum que mais aparecerá aqui, ele merece vir em primeiro, apesar de não haver ordem na lista. Eu apenas precisava começar por algum lugar e este foi o critério. O álbum que mais é referido e por acaso a faixa que o batiza. “Mr. Born to lose” (senhor nascido para perder), lua de mel (tradução do título), o clima tropical, fortalecido pela caixa da bateria que nos proporciona o bater das ondas, a cadência no piano, tudo direciona para a combinação visual e sonora perfeita para com uma possível parceria em uma cena de  “007 – Casino Royale” por exemplo.

2) Yayo (Born to Die – The Paradise Edition)

 

Sendo facilmente o que mais mostra suas influências de jazz, o álbum de estreia de Lana possui uma versão estendida, de 2013, com 8 músicas a mais que a versão inicial do “Born to Die”. “Yayo” ilustra bem o noir que a franquia cinematográfica pede. Pianos com acordes dissonantes, vocais agudos que se esticam através do espaço harmônico e uma sexualidade no refrão que se encaixa facilmente no contexto garanhão de Bond.

 

3) 24 (Honeymoon)

 

Uma música que fala sobre tempo, alerta sobre as companhias, um instrumental que possui de metais pesados -estou falando de instrumentos como tuba, trombone, trompa e trompete, não elementos químicos hahaha- até aquela clássica guitarra limpa com efeitos de ondulação. Tudo bate.

Fica claro que esse conteúdo, quando imaginado, se aproxima do objetivo da lista. O carnal retratado na ambiência poderia facilmente ser atribuído a um eu lírico feminino relevante, quem sabe até uma bond girl, a imaginação é livre.

 

4) Old Money (Ultraviolence)

 

Dito como o trabalho mais “rock n roll” de Lana, o álbum Ultraviolence, único com artes em preto e branco, foi lançado no auge de sua fase mais melancólica, o que fica ainda mais impulsionado quando carregado com o piano e as cordas de ambiência leve. “Old Money” poderia facilmente ser usada em uma cena de ação mais introspectiva, isto é, menos explosões e mais dramas psicológicos.

5) Sad Girl (Ultraviolence)

 

Tendo sido produzida e co-escrita por Dan Auerbach, do Black Keys, “Sad Girl” é tão crua que possui até um solo de guitarra distorcida. Ao mesmo tempo que é uma das músicas de menor bpm (batidas por minuto) do álbum, o que prova que velocidade não está relacionada com intensidade. Dispensando quaisquer comentários a mais, basta ouvir e conferir. Garanto que qualquer item da lista seria melhor escolha que a música de Sam Smith.

 

6) Salvatore ( Honeymoon)

 

Dê play no link acima enquanto lê esse parágrafo. Imagine seu Bond favorito (nunca se sabe) naquela cena vintage na praia, filmada com plano aberto e depois o close up nos rostos dos personagens, aquelas falas extremamente diretas e curtas, provavelmente de provocação, sempre com contato visual. Estou viajando demais? Talvez. Mas “Salvatore” faz isso, assim como bons filmes com boas músicas.

 

7)Don’t Let Me Be Misunderstood (Honeymoon)

 

Encerrando a lista, um cover da música de Nina Simone, que estourou de popularidade após ter “Don’t Let Me Be Misunderstood” usado na trilha sonora de “Kill Bill” (Quentin Tarantino), desta vez interpretado pelo grupo Santa Esmeralda. Se frequentemente nos deparamos com versões gravadas especificamente para obras visuais, é justo mencionar essa adaptação de Lana Del Rey. Desacelerada, tocada com instrumentos mais melódicos, a elegância dos intervalos é sofisticada o suficiente para a cantora “brincar” de desconstruir a melodia usada na canção original.

Concorda com nossa lista? Quais músicas da cantora ou de outro artista você acha que combinariam com os contos do espião mais famoso da literatura e do cinema?

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