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O Justiceiro e a pátria como família

O Justiceiro e a pátria como família

Ana Flavia Gerhardt - 8 de dezembro de 2017

Este artigo contém spoilers sobre a narrativa que aborda.

O Justiceiro foi criado por Gerry Conway em 1974 para ser coadjuvante nas narrativas em quadrinhos do Homem-Aranha, mas acabou ganhando protagonismo no ano seguinte, já com a linha básica que norteia suas ações: veterano do Vietnan, ele vê sua família ser morta após testemunhar o assassinato de um membro da máfia e parte para a ação buscando justiça pelas próprias mãos – daí seu nome em inglês “Punisher”: o que pune, castiga.

Embora figura frequente nas histórias do Homem-Aranha nos anos setenta, o Justiceiro encontrou, na década seguinte, o par complementar e perfeito no Demolidor, em função de suas crenças divergentes no que diz respeito ao que fazer com os criminosos: para o advogado Matt Murdock, que confia no sistema judiciário estadunidense, os criminosos devem ser entregues à Justiça; para o veterano de guerra Frank Castle, bandido bom é bandido morto.

Em 1985, o carisma do personagem lhe conferiu uma série de quadrinhos própria, forjada na pena de Steven Grant e na prancheta de Mike Seck, com desdobramentos posteriores. Não demorou a que o Justiceiro fosse apresentado à tela grande, onde encarnou em Dolph Lundgren (1989), Thomas Jane (2004) e Ray Stevenson (2008), com direito a lista de espera que inclui o ator inglês Tom Hardy. E agora o vingativo e violento anti-herói passa a ser ainda mais conhecido do grande público de séries em O Justiceiro, projeto da Marvel-Netflix em que é personagem central na pele do excelente Jon Bernthal, que já havia sido aprovado pelos fãs no seriado Demolidor. O Justiceiro recebeu crítica de Gustavo Pereira aqui no Plano Aberto.

Jon Bernthal encarna à perfeição o desenho do anti-herói contemporâneo: uma pessoa que ao mesmo tempo luta contra o sistema e seus demônios pessoais.

Para ajustar-se à realidade geopolítica de 2017, o argumento do personagem foi atualizado para os conflitos decorrentes da Guerra do Golfo e a permanência dos militares estadunidenses no Afeganistão. Outra modificação, que conferiu complexidade tanto à personalidade de Frank Castle quanto ao contexto da narrativa da série, foi eliminar a suspeita de motivações patológicas para a violência que o personagem pratica. Agora, Castle é um experiente supersoldado das forças especiais que, lutando no Afeganistão, é arregimentado, junto com outros militares de mesmo gabarito, para uma missão secreta de eliminação de inimigos selecionados por seus superiores.

Aceitamos a violência de Frank Castle porque choramos por sua família junto com ele

Para a transposição cronológica e temática da série, as modificações do personagem não incluíram o eixo principal que motiva suas ações: o assassinato de sua família – esposa e dois filhos – em função de ações perpetradas pelo personagem no Afeganistão. Empenhado em eliminar todos aqueles que se envolveram nesse crime, Frank Castle percorre boa parte dos treze episódios da primeira temporada da série buscando descobrir quem estava por trás da fatídica missão –  não por coincidência, a mesma pessoa que ordenou a eliminação de todos os seus companheiros, como queima de arquivo. O desenrolar dessa trama revela um sistema corrupto, cujos agentes, para manterem seus privilégios, não hesitam em destruir as pessoas, de todas as formas em que isso pode acontecer – em vida ou em morte.

Um aspecto extremamente interessante de Justiceiro é o fato de que a ideia da família como motivadora para as ações do protagonista sustenta com perfeição e convence os espectadores de que Castle está mais do que certo em perseguir seus inimigos com empenho mortal. Alicerçado nos trabalhos de roteiro, direção e ator, esse convencimento é fundamental para que possamos suportar a intensa violência que está presente em todos os episódios da temporada: afinal, quem destrói famílias merece morrer com requintes de sofrimento, porque a ideia de família é um elemento essencial não apenas no nosso imaginário, mas também na formação da nossa personalidade, nossos ideais e nossos valores éticos e morais. Para tanto, a série conta com bases de conhecimento que amealhamos ao longo de nossas vidas para sustentar nossa crença e nosso apoio às razões do personagem, a fim de minimizar nossa repulsa pela violência de suas ações.

Mesmo com todas as denúncias sobre a violência perpetrada nas relações familiares, a família ainda é o centro primordial da construção da subjetividade.

Porém, a ideia de família não alicerça apenas a estrutura do personagem Frank Castle. Outros personagens da série também agem motivados pela noção de família que a vida na sociedade estadunidense foi consolidando em suas mentes à medida que iam crescendo. Nesse sentido, discutir sobre como a ideia de família se mescla à construção da sociedade estadunidense, a partir da concepção de pátria como família, é importante para que se possa destacar a relevância do trabalho narrativo de O Justiceiro. É a essa discussão que meu texto se dedica.

A família como base para uma ideia de nação

Em 2008, o intelectual estadunidense George Lakoff lançou o livro Don’t think of an elephant. Lakoff dá continuidade à sua empreitada de refletir acerca da política de seu país natal a partir de alguns conceitos das Ciências Cognitivas que ajudam a pensar as sociedades do ponto de vista das ações da mente humana. Um desses mecanismos é a construção de bases de conhecimento que vamos elaborando durante nossa vida para entender o mundo a partir de padrões que servem como guias para a interpretação das coisas. Diferentes sociedades se caracterizam, entre outros aspectos, por diferentes padrões de pensamento que ajudam cada pessoa a entender o que está acontecendo. Ajudam também a que ela tenha uma compreensão de si mesma como alguém que pertence a uma dada sociedade, e também identifique quem pertence ou não à mesma sociedade que ela.

Um desses padrões, estudado por Lakoff em seu livro, é a ideia da pátria como família, que aparece no discurso dos estadunidenses sobre si mesmos: “Temos pais fundadores. As filhas da Revolução americana. Enviamos nossos filhos à guerra”, exemplifica Lakoff. A ideia de família, junto com outros conceitos, estrutura o sentido de pátria para os estadunidenses e lhes permite reconhecer quem pensa igual ou diferente deles em função das diferentes compreensões de família associadas ao significado de pátria. Sobre essa ideia, Lakoff se propõe responder à seguinte pergunta: “Se há duas compreensões diferentes de nação, elas virão de duas diferentes compreensões de família?”

A típica família estadunidense: a transmissão de valores de nação como parte da criação dos filhos.

Respondendo afirmativamente a essa pergunta, Lakoff atribui ao pensamento conservador a percepção da pátria estadunidense como uma família do pai rigoroso: o mundo é perigoso, competitivo e ameaçador, portanto é preciso rigor na criação dos filhos, que precisam ser educados com o sentido estrito de certo e errado, e punidos quando erram. Por outro lado, segundo Lakoff, o pensamento progressista é sustentado pela percepção da pátria como a família do pai cuidadoso: As crianças são boas por natureza, e precisam ser cuidadas para se tornarem ainda melhores, para que o mundo se torne um lugar melhor. A responsabilidade de um pai cuidadoso é observar as necessidades de seus filhos e supri-las para que eles cresçam sem carências. Para tanto, o pai cuidadoso precisa ser também forte e cuidar de si mesmo, senão ele falhará em sua missão.

Os desdobramentos dessas duas ideias de família são os valores morais que elas suscitam e precisam estar presentes nas mentes das pessoas para que a pátria estadunidense subsista, persevere e prevaleça sobre as crises que eventualmente a alcançam.  No modelo da família com o pai rigoroso, esses valores são a disciplina, o sentido de certo-errado, a obediência, o sucesso e a prosperidade. Na família do pai cuidadoso, os valores importantes na criação das crianças são a liberdade, a oportunidade, a justiça, a cooperação, a comunicação, a honestidade e a confiança. Para o bem estar da pátria estadunidense e de seus cidadãos, ser criado com a consciência desses valores é fundamental.

O Justiceiro coloca em cheque os valores patrióticos estadunidenses

Evidentemente, Lakoff sabe que, entre o branco e o preto, há cinquenta tons de cinza. Portanto, qualquer descrição precisa, que demarque fronteiras nítidas entre a família rigorosa e a família cuidadora, é apenas uma idealização. As pessoas podem até pensar que são completamente conservadoras ou progressistas, mas a verdade é que elas navegam nas águas turvas das contingências da vida, que as levam a ser uma ou outra coisa conforme a situação e a necessidade. No caso de quem assume o poder nos Estados Unidos, o emprego das ideias relacionadas à pátria como família, sendo a favor de um modelo, ou sendo a favor de outro, é um excelente recurso de persuasão, porque quem o faz sabe que está dialogando com ideias caras e fundamentais ao sentido de país no coração de cada um dos seus cidadãos.

Por conta disso, esses dois modelos são usados de forma oportunista para arregimentar soldados dispostos a arriscarem suas vidas numa guerra que na verdade foi deflagrada para o governo estadunidense exercer controle sobre gigantescos poços de petróleo e desovar as toneladas de material bélico produzido pelas grandes indústrias de armamentos, com forte lobby no Congresso daquele país – sim, eles também têm sua bancada da bala. Com nos Estados Unidos a convocação para a guerra não é obrigatória, é preciso oferecer mais motivações para lutar além do soldo.

O problema do pós-guerra: como a sociedade pode acolher pessoas que se especializaram em matar inimigos?

Assim, na construção discursiva da Guerra ao Terror, o modelo da pátria como família é usado à perfeição, e O Justiceiro nos oferece exemplos fartos disso, tanto para o lado do rigor quanto para o do cuidado. O primeiro e mais relevante uso desse modelo, a meu ver, é aquele que coloca o soldado também como pai da pátria: sua imagem é oferecida aos cidadãos como aquele que protege o país contra os inimigos que ameaçam a vida de seus filhos. Cada soldado estadunidense em solo estrangeiro é uma forma de líder, de guardião da liberdade e dos valores morais e éticos de uma nação sob ameaça constante dos inimigos estrangeiros, que já invadiram o país de forma trágica, e bem podem fazê-lo de novo, se eles relaxarem na vigilância.

Ao mesmo tempo, a ideia da família rigorosa também regula fortemente o comportamento dos soldados, já que, embora protetores, eles precisam se submeter a rígidas regras de obediência, que os obrigam a cometer ações de extrema violência contra pessoas que eles sequer conhecem. O que lhes permite fazer isso é a reiterada ideia de que eles estão do lado certo – eles são os good guys, por isso seus irmãos de pátria os amam incondicionalmente, os receberão como heróis em sua volta ao país e os tratarão com dignidade pelo resto de suas vidas. Dessa maneira, assim como os homens-bomba estão certos de chegar ao paraíso das setenta virgens, os soldados estadunidenses estão certos de que a pátria cuidará deles em retribuição ao extremo cuidado e empenho que a ela dedicam lutando em solo estrangeiro.

A concepção de família que sustenta o tecido social-histórico e ideológico dos Estados Unidos também precisa ser renovada continuamente, porque o tempo também vai alterando, desconstruindo esse tecido. Essas transformações revelam as falácias que esse discurso apresenta e que por isso são denunciadas por um número crescente de pessoas. Como agravante, a manutenção desse discurso em tempos de guerra exige o sacrifício humano não apenas dos inimigos estrangeiros, mas também dos próprios filhos da pátria – e o Cinema e as séries de TV têm sido generosos em nos mostrar que esse processo é sistemático.

Mas é preciso que essa noção de família se sustente mesmo quando os filhos da pátria estão sendo imolados feito ovelhas. Para isso, construiu-se a ideia de que vale a pena sacrificar alguns de seus membros em função de valores como liberdade e paz, que são tão caros aos estadunidenses. Evidentemente, esse discurso também é falacioso porque se destina a convencer muitos homens e mulheres a morrer na guerra e não lhes deixa ver a real finalidade dos conflitos. Mas grande parte das pessoas não consegue enxergar essa falácia e seus paradoxos, porque para isso é preciso o difícil trabalho de desvincular as mentiras que estão sendo ditas dos valores históricos que constituíram o sentido de nação estadunidense.

Personagens como materialização de valores – e também da falta deles

Uma das evidências de que a discussão sobre família em O Justiceiro não se atém aos valores do seu protagonista que foram violentados quando sua mulher e filhos foram mortos por seus inimigos, é que todas as ideias dispostas acima estão presentes em determinados momentos da série, e, é necessário dizer, estão muito coerentemente distribuídas pelas atitudes de personagens de diferentes índoles. Por isso, uma ótima argumentação para ratificar a ideia proposta por Lakoff e as consequências de ela ser transformada em discurso falacioso é materializando-a nos três soldados cujas histórias a série narra: Bill Russo (Ben Barnes) Lewis Walcott (Daniel Webber) e próprio Frank Castle.

Bill Russo não tem família: foi abandonado pela mãe e cresceu em um orfanato. É inevitável pensar que o fato de ter crescido nessas condições pode, junto com outros fatores de diferentes ordens, tê-lo levado a desconsiderar o modelo da pátria como família como motivação para ir lutar no Afeganistão. Interessantemente, Russo não traz em sua personalidade nem a ideia do pai rigoroso, nem a do pai cuidadoso, já que sua presença nas forças militares se pautou em encontrar formas de se aproveitar das brechas e corrupções do sistema para enriquecer. Portanto, ele não guiou suas ações nem pela obediência nem pelo desejo de proteger o país. Muito pelo contrário: Russo sempre soube que os discursos eram falaciosos; portanto, sentiu-se eticamente livre para criar seu próprio ideal de vida, cujas ações destinavam-se a beneficiar somente a ele mesmo.

Não ter assumido o modelo da pátria como família para norma de conduta lhe permitiu também não se importar com o fato de que a corrupção nos altos escalões do comando de guerra ceifava por atacado as vidas de seus compatriotas. Entretanto, embora não inclua esses valores em suas decisões pessoais, é óbvio que Russo os reconhece, já que por algum tempo conseguiu estabelecer relações de amizade com um discurso identificado por seus companheiros como o de alguém que cultivava valores de nação.

A atitude completamente pragmática e isenta de consideração com os semelhantes que Bill Russo assume ao longo da temporada é uma maneira de refletirmos, junto com Lakoff, que os modelos de idealização de pertencimento a uma dada comunidade, qualquer que seja o lado para onde se inclinem, são fundamentais para a construção do tecido social. Sem eles, é muito difícil definirmos bússolas de comportamento social que possam evitar a eliminação dos objetivos de as pessoas estarem juntas realizando feitos para o bem comum. O efeito dessa eliminação, como já afirmei em outro artigo, é a própria perda do sentido de existirem comunidades, para além da mera satisfação dos desejos pessoais.

Ainda faz sentido morrer pela pátria?

Já na construção do personagem Lewis Walcott, o discurso que embaralha os dois tipos do modelo estadunidense da pátria como família atinge seu estágio de suprema promiscuidade. Isso ocasionou a desestruturação psíquica do jovem soldado que acreditou profundamente que, tendo ele obedecido cegamente às ordens superiores e cuidado da pátria durante a guerra, seu retorno a ela inauguraria o tempo em que ela passaria a cuidar dele, mas isso não ocorreu. Sua decepção profunda com as promessas não cumpridas somou-se ao fato de ter recebido, durante a guerra, mensagens ambíguas e ininteligíveis acerca de qual modelo de pátria reconhecer, e isso o deixou sem rumo. Sua instabilidade psicológica aumentou quando ele percebeu que o que tinha entregado de si, sua juventude, vontade e energia, não tinha qualquer valor para o país. Era óbvio que se deixaria levar pelo pensamento paranóico de ultra-direita, transformando sua coragem natural no desejo insano de provocar dor e morte no país que havia lhe traído, nem que para isso morresse junto. Ao fim, era ele, sozinho, contra o resto do mundo.

Por fim, Frank Castle é o exemplo mais acabado do processo de elaboração psicológica de alguém cujas crenças foram manipuladas pelo discurso falacioso que mistura valores disparatados, e tenta se manter mentalmente são enquanto cumpre a tarefa de reconhecer onde está a verdade. Diante da ambiguidade do discurso militar, que pretende torná-lo obediente e cuidador ao mesmo tempo em que o manda para o cadafalso, Castle mantém o foco de sua atenção e ação na própria família, o que o poupa da dissolução psíquica que destruiu Lewis e do pragmatismo extremo que destruiu Russo. Quando os seus são covardemente assassinados, Castle se torna o exemplo perfeito de pai cuidadoso: mantém-se íntegro o suficiente para não se desequilibrar em sua indignação com a estrutura corrupta que o usou como peão, e em momento algum perde o norte no seu projeto de vingança, muito embora para isso tenha se empenhado em esvaziar-se emocionalmente para não precisar enfrentar mais dor e enganos na vida.

Frank Castle luta para se manter mentalmente são através da memória dos afetos familiares.

Porém, tendo feito da vingança seu objetivo de vida – objetivo de curto prazo, deve-se dizer –, Castle não se deu conta de que após isso ainda teria uma vida. Assim, ao cabo de sua empreitada, não ter para onde olhar, ou seja, não ter um futuro, é o seu quinhão de consequência por todos os males que sofreu e por todas as vidas que tirou. A imagem final da temporada da série é uma última prova de que  a deturpação dos valores de pátria para que poderosos mantenham seus privilégios não poupa ninguém, por mais lucidez que se consiga manter em meio ao sofrimento injusto e desnecessário.

Como sobreviver ao discurso falacioso que distorce os valores de uma nação?

O que a série O Justiceiro revela é que as falácias dos discursos que misturam de forma irresponsável valores morais com ganância, ódio e paranóia estão cada vez mais evidentes e causando cada vez mais estragos. Os estadunidenses têm com isso um problema, porque não tem sido construído um outro discurso à altura, que faça com que as pessoas continuem acreditando que morrer pela pátria vale a pena. Ainda assim, esse discurso ainda elege presidentes, como é o caso de Donald Trump, e em outros países pode eleger outros governantes de ultra-direita, partidários do discurso de que a pátria precisa se defender de ameaças internas contra a moral, os bons costumes e o capital. Para colocar fantoches no poder, grupos oportunistas não se importam em suscitar na população o ódio contra seus semelhantes, distorcendo valores morais para cobrir de fumaça a necessidade de discussão de temas sociais e econômicos realmente relevantes.

O Justiceiro é uma obra de ficção organicamente antenada com as contradições contemporâneas, porque revela os efeitos da distorção dos valores de nação, que não causa outra coisa além de injustiça, miséria e morte, seja ela literal ou simbólica. Na eventual ausência de possibilidades de ser alimentado, esse discurso, pela sua própria natureza destruidora, tende a destruir a si mesmo, a menos que as forças progressistas estejam tão enfraquecidas que não consigam contê-lo, como está acontecendo no Brasil. O que a proposta de Lakoff mostra é a necessidade de equacionar discursos de orientações diferentes, porque a História já mostrou que o apagamento de um deles resulta em ditadura e opressão. Além desse grande pensador, o Cinema e a TV têm nos mostrado inúmeras formas de tratar dessa questão, porque a Arte é justamente isto: uma maneira de tornarmos visível o que muitas vezes a vida “real” insiste em nos esconder.

Assista à primeira temporada de O Justiceiro clicando aqui.

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