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Os melhores filmes de 2020

Os melhores filmes de 2020

Redação e convidados elegem os melhores filmes lançados nos cinemas, streaming, VOD e festivais online

Redação - 6 de janeiro de 2021

É, 2020 foi um ano complicado. A pandemia afetou, entre tantas outras coisas, nossa relação com o cinema. Circuito fechado, festivais sendo adiados, cancelados ou transferidos para meios online e explosão de grandes lançamentos no streaming e nos serviços de aluguel online. Mesmo com todas essas complicações, porém, o que não faltou foram grandes filmes exibidos das mais diversas maneiras – e desconfie de qualquer um que afirme que “não tivemos filmes em 2020”. Por isso, resolvemos fazer uma lista um pouquinho diferente para 2020.

Esse ano, nossa lista contabilizará, além dos lançamentos no circuito comercial, no streaming e em VOD, os longas-metragens exibidos nos festivais online (como Mostra de São Paulo, Olhar de Cinema, Festival Ecrã, Festival de Gramado e outros). Para compor essa lista, contamos com a participação de nossa redação e de cinéfilos e críticos de outros portais, convidados para colaborar com suas listas e opiniões sobre alguns dos filmes melhor votados.

Joias Brutas, de Josh e Benny Safdie

por João Oliveira

Ambientado em 2008, ano da maior crise econômica mundial desde 1929, Joias Brutas é um retrato do capitalismo tardio. Howie, protagonista do filme, é um joalheiro viciado em apostas e endividado. O personagem de Adam Sandler é a representação do que é viver no mundo atual: Howie superestima suas expectativas e vive apostando para cobrir os gastos do lance anterior. Viver no capitalismo tardio é viver na instabilidade, o mundo atual é volátil e incerto devido suas crises constantes. A saga de Howie para leiloar sua opala e para ganhar suas apostas representam a busca constante por uma salvaguarda que nunca vem. Ninguém está a salvo do Deus-capital.

Em um ano como o passado, ainda mais instável devido ao corona vírus, Joias Brutas retrata nossa grande crise anterior e acaba ressoando perfeitamente com o presente.

Clique nos links e leia nossa crítica e artigo sobre Joias Brutas.

Retrato de uma Jovem em Chamas, de Céline Sciamma

por Isabel Wittman

Como em suas outras obras, a cineasta Céline Sciamma trabalha nesse filme com questões sobre gênero, sexualidade e corpo. Dessa vez ela utiliza suas protagonistas, Marianne (a retratista) e Héloïse (a retratada) para juntar a esses temas uma reflexão sobre a própria criação da arte (que pode se estender ao cinema, em seu subtexto) como um processo de comunhão mútua. A autoria compartilhada nasce do inquietante branco da tela. As duas personagens são o espelho uma da outra: observar é, inevitavelmente, ser observada. A proximidade da câmera capta a intimidade que se cria nessa troca, além de cenas pouco representadas pela sétima arte quando se trata do cotidiano de mulheres, histórico ou não. Retrato de uma Jovem em Chamas traz a mítica Eurídice como um paralelo para a trajetória de ambas, destacando a escolha do olhar que sacrifica a presença, mas guarda a lembrança do amor como a saída poética daquilo que não possível. É na imagem que fica o registro do toque, da promessa e da memória.

Leia nossa crítica para Retrato de uma Jovem em Chamas aqui.

Sertânia, de Geraldo Sarno

por Michel Gutwilen

Em 1969-70, com os curtas “Vitalino/Lampião” e “Jornal do Sertão”, Geraldo Sarno estabeleceu um ideal: o próprio fazer cinema como forma de preservação da cultura e do mito brasileiro. Trata-se de um cinema que imortaliza e passa adiante valores nacionais. 50 anos depois, cá está o veterano diretor fazendo a mesma coisa com “Sertânia”. Porém, sua matéria-prima não mais é o artesanato, Lampião ou o cordel e a tradição oral, mas o Cinema Novo brasileiro, que ressurge das cinzas. Para se pensar no futuro de um novíssimo cinema brasileiro, é preciso voltar ao passado do Cinema Novo.

Clique aqui e leia a crítica do Igor Nolasco para Sertânia.

A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos

por Cecília Barroso

A memória é imperfeita e só existe quando preenchida pelo novo. Porosa, deixa espaços para a criatividade daqueles que a possuem. Catarina Vasconcelos resgata resquícios de sua própria história, segue os passos de uma trilha conhecida e os enfeita com relíquias e lembranças reconstituídas. O velho e o novo, o antigo e o atual misturam-se num jogo de imagens, sons e palavras, na transfiguração das pessoas, na alteração dos sentidos, na mudança dos tempos, na metamorfose dos pássaros.

Leia nossa crítica para A Metamorfose dos Pássaros clicando aqui.

Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre, de Eliza Hittman

por Júlia Pulvirenti

Em Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre não há espaço seguro para as mulheres. Os closes no rosto das adolescentes contrastam com os planos abertos da cidade. Elas são engolidas pela multidão, pelos carros e pela rapidez com que tudo se move. A câmera mais intimista dá a sensação de constante terror, como se algo muito ruim fosse acontecer a qualquer momento. Mas aqui não temos diálogos expositivos ou melodrama para adentrar no sofrimento da protagonista. O olhar distante e sua apatia já mostram essa desconexão com o mundo. Doloroso, porém necessário.

por Cláudio Gabriel

Hittman faz um filme duro por olhar para uma regressão. É como se toda a sociedade – incubida dentro desse Estados Unidos passados pela viagem das duas garotas – estivesse julgamento o comportamento em busca do aborto da protagonista. Porém, em vez de fazer uma obra que buscasse retrucar todo esse sentimento, a diretora faz um trabalho que observa essa personagem como humana. Enquanto no início vemos ela dando o dedo do meio para um menino que a assedia, ao fim ela se aceita em meio a ser apenas mais uma mulher. Tudo isso está colocado em um sistema de viver que apenas a torna mais um número, com destaque para a cena do próprio título, com as perguntas. Ao mesmo tempo que Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre é uma jornada de redenção sobre si mesma, é também uma aceitação de um estado de espírito no mundo machista.

Dias, de Tsai Ming-liang

por Wallace Andrioli

Em Dias, Tsai Ming-liang posta sua câmera para observar, impassível, ações cotidianas de dois personagens, matéria a princípio afílmica que se torna aqui profílmica. O cinema do diretor malaio-taiwanês é feito majoritariamente desses nadas que constituem grande parte do todo da vida. Tsai filma a rotina, a espera e a saudade, atravessadas por vazios que beiram o insuportável. Mas ele sabe também capturar os momentos únicos que transformam, os encontros que desnorteiam. Não à toa, Dias tem uma longa sequência desse tipo dotada de uma força centrípeta absurda, de uma capacidade de hipnotizar o espectador que impressiona inclusive por não abrir mão da unidade estilística proposta, já que também composta por longos planos observacionais. Coisa de gênio.

Leia a crítica do Wallace Andrioli para Dias aqui.

O Mistério de Silver Lake, de David Robert Mitchell 

por Pedro Lovallo

Viver e morrer no capitalismo tardio. O indivíduo alienado, perdido num mar de referências e informações, refém de uma cadeia de signos que parece sempre convidar o personagem a resolver seus mistérios… mas que mistérios? Tudo é perfeitamente calculado para manter o sujeito paranoico nesse estado, procurando incessantemente por pistas vazias. Ao mesmo tempo, é muito mais Rivette do que Richard Kelly: qualquer ceticismo que possa ser apontado a partir do que o filme tem a dizer sobre essa paranoia geracional existe junto de um senso cômico e aventuresco inconfundível; tudo o que existe de histriônico é genuinamente curioso sobre o mundo, um quebra-cabeças que nunca será resolvido (ou que será resolvido sempre da maneira mais tola possível, já que o indivíduo está imerso demais em suas teorias conspiratórias para enxergar o óbvio). Dead End. Aproveite a aventura e tente não enlouquecer.

Leia a crítica do Vitor Torga aqui.

Não Haverá Mais Noite, de Eléonore Weber

por Helio Flores

Não se pode dissociar a experiência de assistir a um filme feito apenas de gravações de vídeos de soldados franceses e americanos em helicópteros, vigiando e executando alvos, de todo o repertório de imagens produzidas sobre as guerras deste século. Daí o desconforto e o atrito proposto por Weber: as imagens “fantasmáticas”, a narração provocadora entre objetivo e subjetivo, a mira em primeira pessoa que não segue a lógica dos games, alvos que não sabemos quem são e como reagem além do movimento dos corpos. Um filme que não só nos apresenta a abolição da noite, mas da distância, do espaço, do tempo, de personagens (não vemos nem temos acesso a quem mata e quem morre) e até do contracampo – exceção feita nos minutos finais, quando se desdobra em outras questões. Filme denúncia, mas também inevitavelmente pornográfico.

Escrevemos sobre Não Haverá Mais Noite durante nossa cobertura do Festival Ecrã. Para ler o texto do Wallace Andrioli, clique aqui.

O Caso Richard Jewell, de Clint Eastwood

por Filipe Furtado

Um homem dedica sua vida a uma tribo, um desejo, uma ideia de poder: proteger e servir, o distintivo, a arma, a ideologia de lei e ordem. Elementos essenciais de formação de uma sociedade conservadora e no centro da identidade dos norte-americanos. Ideias que se confundem com a figura de Clint Eastwood, para muitos eternamente o detetive “dirty” Harry Callahan, mas Eastwood cineasta sempre gostou de cortar na própria carne e aqui da sequência sua série de filmes sobre heróis americanos com a história deste homem, um certo Richard Jewell (Paul Walter Hauser, magnifico) que impede um atentado e se descobre um homem sem pátria. O Caso Richard Jewell é este filme sobre a recusa da fé, daquele que sempre se achou da turma e foi obrigado a lidar que diante dos agentes policiais de verdade (personificados num Jon Hamn perfeito na sua imagem de Superman escroque) não passam do outro, de um virgem esquisito a viver com a mãe. Um filme de apostasia no coração da ideologia americana e vindo de um dos cineastas que mais se confundem com ela e que por isso mesmo é o único que poderia conta-la desta maneira. Um filme que existe na descrição deste estar no mundo, de como cada um se move e se porta por ele e como o corpo de Hauser vai aos poucos tendo que assumir sua revolta.

Para ler a crítica do Wallace Andrioli para O Caso Richard Jewell, clique aqui.

City Hall, de Frederick Wiseman

por Pedro Strazza

Em tempos tão sombrios de destruição e desmonte da máquina pública como o que o Brasil passa, City Hall deve vir a muitos como um contraponto, uma maneira de se espelhar em ideais para relembrar a importância do Estado para seu povo. O filme de Frederick Wiseman é bem mais do que isso, porém, pois ele existe tanto na exaltação de todos os atores por trás da administração de Marty Walsh em Boston como do registro das limitações contínuas que se impõem como desafio a áreas metropolitanas como esta. O resultado é fascinante, dado que não existe vitória aqui que seja posta em dúvida, mas é nos detalhes que Wiseman de fato encanta, da águia da cidade com boné e casaco do time à grelha que diariamente dá conta de tanto descarte.

Clique aqui para ler a crítica do Michel Gutwilen de City Hall.

O Hotel às Margens do Rio, de Hong Sang-soo

por Matheus Fiore

O sul-coreano Hong Sang-soo é muitas vezes acusado (injustamente) de simplesmente se repetir. Bem, O Hotel às Margens do Rio talvez seja um dos filmes que melhor evidenciam a riqueza de seu cinema. Os filmes de Sang-soo costumam se construir em torno de interações cotidianas e, vez ou outra, utilizar os espaços para aprofundar a dramaturgia. Em Hotel, porém, sul-coreano leva a questão espacial para a frente da obra, e apresenta um filme que tem no simbolismo de seus espaços – físicos e mentais – a sua força. O hotel do título é um lugar de passagem, de reabilitação, de transformação. E todos que por ali passam lidam de formas diferentes com suas próprias crises pessoais. Essa relação dos personagens com seus espaços fazem de O Hotel às Margens do Rio um dos mais interessantes trabalhos do autor nos últimos anos.

Para ler a crítica do Matheus Fiore de O Hotel às Margens do Rio, clique aqui.

Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso

por Egberto Nunes

O que pode uma escola? Um garoto? Os alunos? O que podem quando tudo é sufocado, espremido, aprisionado, menosprezado? Temos saídas? O cinema de Déo Cardoso em Cabeça de Nêgo é didático nas respostas a partir de formas já conhecidas. O cenário é a escola. Um veículo aprisionador do diferente e de união dos colegas, de palco da estratégia e do combate, que aproxima e que afasta. Saulo vem como o protagonista formado pelos discursos militantes e alvo de políticas de repressão mais severas, ambos movimentos em crescente divulgação pela internet nos últimos anos, onde muitas pessoas se sentiram mais à vontade para vociferar seus preconceitos. Não muito diferente de quem Saulo tende a representar, ele combate, tensiona e cria estratégias neste mesmo cenário escolar. O que sai disso? Como o título de Déo indica, a Cabeça de Nêgo se esvai e explode. As fumaças se misturam com o real, o registro é filmado pelas câmeras e pelos olhos dos alunos. A sensação das imagens é confusa, mas também é direta. Já não dá mais para aguentar, o convite é para a ação.

Exibido durante a Mostra de Tiradentes, Cabeça de Nêgo também esteve em nossa cobertura do festival, leia a crítica do Matheus Fiore aqui.

High Life: Uma Nova Vida, de Claire Denis

por Matheus Fiore

O interesse da francesa Claire Denis pela relação do trabalhador com seus entornos na sociedade capitalista não é uma novidade. Seu mais prestigiado trabalho, o excelente Bom Trabalho, de 1999, aborda o tema frontalmente. É a relação dos corpos com a sensação de poder e independência que mais interessa Denis, até mesmo quando isso descamba para outras temáticas, como em Desejo e Obsessão. Em High Life: Uma Nova Vida, a autora leva essas ideias para uma ficção-científica espacial, e faz da reconquista da autonomia do próprio corpo um manifesto contra a desumanização promovida pelo punitivismo. No caso, Claire Denis consegue ainda fazer um de seus trabalhos mais rebeldes, apresentando a revolta, o incômodo, como força motor para a existência, para a sobrevivência. É uma obra-prima que navega pelos gêneros para fazer uma reconstrução simbólica do papel do trabalhador no capitalismo, mas que também desconstrução desse sistema como solução para a humanidade.

Leia também a crítica do Matheus Fiore para High Life.

Vitalina Varela, de Pedro Costa

por Nichollas Correa

Dando continuidade aos retratos dos cabo-verdianos em Portugal, Pedro Costa filma sujeitos em crise quanto aos espaços que ocupam no mundo. A destruição de Fontainhas, o bairro antigo, já foi retratada em No Quarto da Vanda e Juventude em Marcha, mas se o lugar está presente em Vitalina Varela é apenas por conta das figuras que o habitavam e que conferiam sua identidade. Assim como os trabalhos anteriores de Costa, a sombra em Vitalina Varela não surge apenas como a condição de um registro, um efeito da luz relativa que dá dimensão aos corpos, mas ela também é a própria dimensão do que está oculto, dos lugares cada vez mais próximos da abstração que seus sujeitos habitam. A figura de Vitalina, após perder o marido, vai a Portugal e passa a habitar a casa de seu fantasma. Se em Cavalo Dinheiro o passado e os mortos eram representados por vias alegóricas, em Vitalina Varela eles se fazem presentes com os seus legados; as fotografias, a antiga casa e os rituais fúnebres. Em um filme sobre a busca por um lugar próprio, não existe mais um lugar possível senão a memória, o espaço para a luz do dia.

Babenco: Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, de Bárbara Paz

por Larissa Paiva

Assim como a maioria dos cinéfilos, fui assistir a Babenco […] sem saber o que esperar de Bárbara Paz atrás da câmera. Por sorte, a estreante na direção compartilha do mesmo amor ao cinema que seu falecido marido, Hector Babenco. A proximidade com o prospecto da perda do companheiro durante um período extendido, traduziu o longa em uma cerimônia de despedida de uma carreira e duas paixões de Hector, Bárbara e o Cinema. Um filme doloroso e encantador em iguais doses, Babenco […] é um trabalho fascinante por entrelaçar suas memórias e a de seu parceiro tecendo histórias de vida e morte.

Leia também a crítica do Matheus Fiore para Babenco aqui.


Menções honrosas: É Rocha e Rio, Negro Leo (Paula Gaitan), Isto Não é um Enterro, é uma Ressurreição (Lemohang Jeremiah Mosese), Mosquito (João Nuno Pinto), Adoráveis Mulheres (Greta Gerwig), Destacamento Blood (Spike Lee), Luz nos Trópicos (Paula Gaitan), Meu Nome é Bagdá (Caru Alves de Souza), Martin Eden (Pietro Marcello), A Portuguesa (Risa Azevedo Gomes) e Sibéria (Abel Ferrara).


Abaixo, as listas pessoais de cada participante:

Cecília Barroso: A Metamorfose dos Pássaros; Retrato de uma Jovem em Chamas; Sertânia; Transtorno Explosivo; Meu Pretzel Mexicano; Mosquito; Lua Vermelha; Até Logo, Meu Filho; Vermelha; A Portuguesa.

Cláudio Gabriel: O Som do Silêncio; O Mistério de Silver Lake; Retrato de uma Jovem em Chamas; Vaga Carne; Até Logo, Meu Filho; Não Haverá Mais Noite; O Homem Invisível; Nova Ordem; Destacamento Blood; Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre.

Diego Quaglia: Sertânia; A Metamorfose dos Pássaros; City Hall; Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre; Dias; Destacamento Blood; Cabeça de Nêgo; Babenco; Sibéria; É Rocha e Rio, Negro Leo.

Egberto Nunes: Cabeça de Nêgo; Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre; Meu Nome é Bagdá; Até o Fim; Vaga Carne; É Rocha e Rio, Negro Léo; Sertânia; 17 Quadras; Joias Brutas; A Vastidão da Noite.

Francisco Carbone: Dias; Mosquito; Sertânia; Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre; Não Haverá Mais Noite; Joias Brutas; Martin Eden; Mascarados; Happy Old Year; Tempo de Caça.

Filipe Furtado: O Hotel às Margens do Rio; A Portuguesa; O Caso Richard Jewell; Amazing Grace; Almas Mortas; Joias Brutas; Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre; Martin Eden; O Lago do Ganso Selvagem; O Preço da Verdade.

Gustavo Menezes: Retrato de uma Jovem em Chamas; Cabeça de Nêgo; A Metamorfose dos Pássaros; Sertânia; Wolfwalkers; Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre; El Agente Topo; Até o Fim; Martin Eden; Ouro Velho, Mundo Novo.

Helio Flores: Sertânia; Isto Não é um Enterro, é uma Ressurreição; Não Haverá Mais Noite; O Caso Richard Jewell; Luz nos Trópicos; Kairós; Retrato de uma Jovem em Chamas; A Cor Que Veio do Espaço; Dick Johnson Está Morto; Até o Fim.

Isabel Wittman: Retrato de uma Jovem em Chamas; Adoráveis Mulheres; Isso Não é um Enterro, é uma Ressurreição; A Despedida; O Farol; High Life; Swallow; Loucas Noites Com Emily; O Preço da Verdade; On the Rocks.

João Filho: Luz nos Trópicos; É Rocha e Rio, Negro Leo; Joias Brutas; Minhas Férias com Patrick; City Hall; Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre; Martin Eden; O Hotel às Margens do Rio; O Caso Richard Jewell; O Mistério de Silver Lake.

João Oliveira: Joias Brutas; Sertânia; A Metamorfose dos Pássaros; Retrato de uma Jovem em Chamas; Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre; Não Haverá Mais Noite; Dias; O Mistério de Silver Lake; Vitalina Varela; Cabeça de Nêgo.

João Pedro Faro: O Mistério de Silver Lake; Sibéria; Joias Brutas; Sinônimos; A Cor Que Caiu do Espaço; Não Haverá Mais Noite; 1982; Telemundo; Ontem Havia Coisas Estranhas no Céu; Sete Anos em Maio.

Julia Gavilán: Dias; Destacamento Blood; Estou Pensando em Acabar com Tudo; Jair Rodrigues, Deixa Que Digam; Wim Wenders, Desperado; Mamãe, Mamãe, Mamãe; Bem-Vindo à Chechênia; O Rolo Proibido; 17 Quadras; No Hard Feelings.

Júlia Pulvirenti: Retrato de uma Jovem em Chamas; Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre; Babenco; O Mistério de Silver Lake; Dias; I’m No Longer Here; A Vastidão da Noite; High Life; Ontem Havia Coisas Estranhas no Céu; A Metamorfose dos Pássaros.

Larissa Paiva: Retrato de uma Jovem em Chamas; A Metamorfose dos Pássaros; Babenco; Adoráveis Mulheres; Dias; On the Rocks; Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre; A Vastidão da Noite; High Life; Sertânia.

Maicon Firmiano: Joias Brutas; Sertânia; O Mistério de Silver Lake; Ontem Havia Coisas Estranhas no Céu; O Lago do Ganso Selvagem; Bloody Nose, Empty Pockets; O Caso Richard Jewell; É Rocha e Rio, Negro Leo; O Preço da Verdade; Cabeça de Nêgo.

Matheus Fiore: High Life; Joias Brutas; O Caso Richard Jewell; O Hotel às Margens do Rio; Vitalina Varela; A Metamorfose dos Pássaros; Nadando Até o Mar se Tornar Azul; Dias; Sibéria; Babenco.

Michel Gutwilen: Joias Brutas; O Mistério de Silver Lake; A Metamorfose dos Pássaros; Retrato de uma Jovem em Chamas; Sertânia; Não Haverá Mais Noite; Mosquito; Uma Vida Oculta; Assistindo a Dor dos Outros.

Nicholas Correa: Vitalina Varela; Telemundo; Não Haverá Mais Noite; Retrato de uma Jovem em Chamas; Lua Vermelha; O Hotel às Margens do Rio; Pressão Atmosférica; City Hall; Sertânia; Guerra.

Pedro Lovallo: High Life; O Caso Richard Jewell; O Mistério de Silver Lake; O Hotel às Margens do Rio; Joias Brutas; Cabeça de Nêgo; A Portuguesa; City Hall; Vermelha; Sol Alegria.

Pedro Strazza: Joias Brutas; Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre; City Hall; Retrato de uma Jovem em Chamas; On the Rocks; O Despertar de Fanny Lye; O Preço da Verdade; Sertânia; Martin Eden; Dias.

Wallace Andrioli: Dias; Joias Brutas; Uma Vida Oculta; A Metamorfose dos Pássaros; Retrato de uma Jovem em Chamas; Sertânia; Não Haverá Mais Noite; O Caso Richard Jewell; Vitalina Varela; Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre.

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