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Os nossos discos favoritos de 2016

Os nossos discos favoritos de 2016

Redação - 28 de dezembro de 2016

Para fechar nosso primeiro ano no ar, nos reunimos para listar os discos favoritos de cada membro lançados no ano de 2016. Um ano muito marcante para música, tanto pelas boas obras lançadas quanto pelas imensuráveis perdas de artistas de primeira linha como Leonard Cohen, David Bowie, Keith Emerson, Greg Lake, George Michael e tantos outros. Que 2017 traga mais bons discos e que os grandes músicos que nos deixaram encontrem paz.

Diferente das listas de melhores e piores filmes, que exigiram que assistíssemos mais de sessenta lançamentos de 2016 para podermos avaliar, aqui apenas listamos álbuns que ouvimos e nos agradaram, sem numeração ou avaliação de sua qualidade. Obrigado à todos que fizeram nosso pequeno site chegar até aqui e nos vemos em 2017 : )

Blackstar, David Bowie

Leonardo Carvalho

Capa de Blackstar, disco de David BowieO lançamento do disco veio quase em sincronia com a morte do seu autor, apenas dois dias antes. David Bowie concede uma obra sombria e calorosa, diferente das antecessoras, um epitáfio duro para os fãs de um dos maiores ícones da música do século passado.

Desde os primeiros acordes da primeira faixa, graças às harmonias escolhidas por Bowie, percebe-se o tom fúnebre e incomodo que permearam todos os 41 minutos de Blackstar. Mais do que um epitáfio ou uma carta de despedida, um último presente para os fãs da boa música.

 


Blonde, Frank Ocean

Nathan Amaral

Outro que nos deixou esperando por anos, Frank Ocean entrega Blonde em um mundo sutilmente diferente e não faz feio: cercado de simbolismo, poesia e um excelente trabalho de produção e voz este é um dos discos mais interessantes do ano, seu único defeito é ser somente um (se não contarmos o dummy album que Ocean lançou para dar o famoso #mimacher na sua antiga gravadora).

Depois de uma longa demora (antes o álbum só poderia ser comprado ou ouvido no Apple Music), o mesmo chegou ao Spotify. Vale o play para um disco que ainda traz participações de André 3000 e Beyoncé.

 


Countdown, Joey Alexander

Matheus Fiore

Capa de Countdown, novo disco de Joey AlexanderO pianista indonésio de apenas treze anos chocou o mundo da música com seu primeiro álbum, My Favorite Things, trazendo versões estonteantes de clássicos como Giant Steps, do lendário John Coltrane. Em 2016, deu continuidade à sua carreira com Countdown, disco mais autoral e com claras influências de gênios do piano jazz como Chick Corea.

Mesmo não alcançando o mesmo sucesso de seu trabalho anterior, Joey demonstra um louvável desejo por explorar novos caminhos no piano.

 

 


Dandy do Dendê, Bombay Groovy

Matheus Fiore

Capa do disco Dandy do Dendê, do Bombay GroovyGrupo brasileiro que alia uma pegada funky psicodélica à influências da música oriental e do rock progressivo, fazendo um som instrumental com sitar, hammond, baixo e bateria. É o suficiente.

Um dos discos mais bem arranjados e criativos que ouvi esse ano e que mostra que a música brasileira ainda tem sim muito talento. Com destaque para as espetaculares Pavão Andaluz, Chakal e Moshka Blues. Com essa última trazendo um fantástico solo de hammond.

 

 


Joanne, Lady Gaga

Gustavo Pereira

Capa do disco Joanne, da Lady GagaUm disco que começa com o piano encorpado de Diamond Heart, passa pelo indie pop em A-Yo, cai num voz-e-violão com Joanne e resgata o pop que a tornou mundialmente famosa em Perfect Illusion não poderia ficar fora da lista de melhores do ano. Lady Gaga criou um disco tão gender fluid que faz lembrar a curiosidade despretensiosa da carreira solo de Robert Plant, com pelo menos 20 anos de precocidade em relação ao eterno vocalista do Led Zeppelin.

 

 


Lady In Gold, Blues Pills

Leonardo Carvalho

Capa do disco Lady In Gold, da banda Blues PillsLady in Gold está longe de ser o que o primeiro disco da banda foi. Agora, existe uma proposta mais retrô, mais pop, menos blues e rock. Mesmo assim, o álbum é marcado por riffs interessantes, além de uma presença vocal absurdamente forte.

Mesmo reduzindo a base blueseira, a banda sueca ainda traz riffs e bases com a mesma intensidade de seu disco de estreia, e a talentosíssima Elin Larsson demonstra cada vez mais versatilidade, caminhando para se tornar uma das grandes vocalistas femininas da atualidade.

 


Lemonade, Beyoncé

Gustavo Pereira

Capa do disco Lemonade, da Beyoncé“Cara, me indica alguma coisa pra lista de melhores discos do ano?” e foi assim que eu dei uma chance a Lemonade. QUE COICE DE MULA. Não parece com nada que eu conhecesse previamente da Beyoncé, e eu simplesmente não consegui parar de ouvir. E ainda ouvi de novo. O LED ZEPPELIN colaborou na composição desse disco.

 

 

 


The Life Of Pablo, Kanye West

Nathan Amaral

Capa do disco The Life Of Pablo, de Kanye West(“There are moments of supreme beauty and greatness on this record, and then some of it is the same old shit.” Lou Reed, 2013, The Talkhouse)

“Há momento de beleza suprema e grandiosidade nesse disco, e então há a mesma merda de sempre.” Lou Reed falando sobre o Yeezus, 2013, The Talkhouse

As palavras de Lou Reed seriam provavelmente as mesmas no novo e extremamente aguardado disco de Kanye West. The Life Of Pablo é uma mistura de gospel com puro experimentalismo que não poupa esforços para elevar o ouvinte a estados de pura beleza e pura, pura merda. Envolvido em polêmicas, envolto na cultura informática e de redes sociais dos últimos três anos e com uma estética única que faz com que o trabalho de West seja reconhecido imediatamente. Life Of Pablo, assim como Yeezus, é mais uma prova de que West ainda está no topo da vanguarda.


Malibu, Anderson .Paak

Nathan Amaral

Capa do álbum Malibu, de Anderson .PaakEm alguns momentos Malibu soa como um disco clássico do R&B. É possível fechar os olhos e se perder na cozinha bem marcada com suas linhas de funky jazz e a bateria suave, todos construindo um caminho para a voz tranquila de Anderson .Paak – até cansar e nos presentear com elementos eletrônicos e samples elevando a voz de .Paak em um disco autenticamente moderno. O manifesto do R&B contemporâneo está manifestado em Malibu, embaçando as linhas entre o R&B e o hip-hop, entregando elementos de soul e fazendo com que só uma ouvida não seja o suficiente. Talento, visão e arquitetura.

 


A Moon Shaped Pool, Radiohead

Matheus Fiore

Capa de A Moon Shaped Pool, disco do RadioheadO novo disco do genial grupo inglês superou todas as expectativas e merece ser posto ao lado das grandes obras da banda, Kid A e OK Computer. Trazendo temáticas muito mais introspectivas e sociais do que nos trabalhos anteriores, A Moon Shaped Pool é um retrato do atual estado emocional de Thom Yorke. Uma das grandes sacadas do disco foi a parceria com a London Contemporary Orchestraque deu uma roupagem muito mais intensa e visceral do que os instrumentos digitais ou as próprias guitarras de Greenwood poderiam. Há de se enaltecer também as faixas mais minimalistas como Daydreaming, que traz um forte viés filosófico criticando a atual sociedade por meio de uma visão invertida do Mito da Caverna de Platão.


My Woman, Angel Olsen

Gustavo Pereira

Capa de My Woman, disco de Angel OlsenFã de carteirinha da Russian Red (nome artístico da espanhola Lourdes Hernández), fiquei encantado com a beleza melancólica deste disco. Olsen sabe envolver e matar lentamente. Como o canto da sereia, você sabe que vai sofrer e, mesmo assim, não consegue parar de ouvir.

É o tipo de música para dignificar a tristeza, mostrar que podemos passar por maus momentos com alguma dignidade, refletindo sobre as singularidades da vida e a crueza do destino. Bebendo um whisky on the rocks, de preferência. Never Be Mine, por exemplo, é capaz de estufar e rachar o coração.


Nucleus, Witchcraft

Leonardo Carvalho

Capa de Nucleus, disco do WitchcraftCom Nucleus, podemos dizer que o Witchcraft está se tornando o novo Black Sabbath. Tudo bem que a banda não possui tanta originalidade quanto a clássica liderada por Ozzy, nem tanta genialidade, mas através de um som pesado, atualização quanto a novos recursos instrumentais e discos de qualidade, os suecos estão adquirindo técnicas sábias de maneira crescente. Nucleus se aproxima de uma obra-prima e pode ser considerado um Magnum Opus do grupo, pelo menos por enquanto.

 

 


Post Pop Depression, Iggy Pop

Leonardo Carvalho e Matheus Fiore

Capa de Post Pop Depression, novo álbum de Iggy PopMesmo que The Idiot ou Lust for Life sejam discos marcantes no final dos anos 1970, nenhum deles possui a qualidade do excelente Post Pop Depression. Iggy Pop volta com um álbum versátil, dançante e com um instrumental bastante sólido nas cordas. Ainda, é preciso reconhecer o vocal marcante do cantor até a última faixa.

De quebra, a parceria com o talentosíssimo Josh Homme (Queens Of The Stone Age) foi capaz de tornar o som de Iggy mais moderno. Ainda integraram a banda Dean Fertita (também do Queens) e Matt Helders, excelente baterista do Arctic Monkeys.


Teens of Denial, Car Seat Headrest

Gustavo Pereira e Nathan Amaral

Capa do disco Teens Of Denial, da banda Car Seat HeadrestSe o grunge dominou os anos 90, seu espírito se mantém vivo em bandas como o CSH. Um som despretensioso e aparentemente desleixado, com letras alternando entre o ácido e o agridoce.

Fãs do Indie-rock, uni-vos diante de um dos discos mais interessantes e poderosos da década no gênero. Teens Of Denial tem tudo: guitarras incansáveis, uma bateria digna da garagem dos seus avós, vozes propositalmente mal mixadas e muito, mas muito espírito em suas letras. Will Toledo (que também nos deu a melhor review do ano sobre The Life Of Pablo), a mente por trás de Car Seat Headrest, é um dos nomes a serem acompanhados de perto para os próximos anos e Teens Of Denial é a prova disso. Fechem a casa, coloquem o som no máximo e deixem toda a tensão juvenil ir embora à exaustão e todo dadaísmo poético digno dos primeiros discos do Arctic Monkeys acompanhar seu dia.


Schmilco, Wilco

Gustavo Pereira

Capa de Schmilco, álbum da banda WilcoGuarda semelhanças com o glam rock imortalizado pelo T. Rex. Produzido por Jeff Tweedy, vocalista e guitarrista da banda, o disco faz uma dobra no espaço-tempo e transporta o ouvinte para os anos 70. Uma forma de compreender o que isso significa é ouvir Cosmic Dancer, do já citado T. Rex, imediatamente antes de colocar Wilco para rodar. Um trabalho enxuto, redondo e agradável.

Música pra colocar no fim da noite e servir aquele vinho esperto pra gata que você convidou pra mostrar sua coleção de blu-rays.

 

 


Tropix, Céu

Gustavo Pereira

Capa de Tropix, disco da CéuA produção minimalista, em alguns momentos experimental, cria um ar intimista e aproxima a cantora brasileira do ouvinte. É como se ela estivesse cantando ao seu lado, com o violão que você prende atrás da porta e batucando na mesinha do seu computador. É o quarto disco lançado pela cantora paulistana, que sempre busca sair da zona de conforto a cada lançamento.

Foram 4 anos entre Tropix e Caravana Sereia Bloom, intercalados por um disco ao vivo em 2014. Que o próximo demore menos, pois precisamos de mais músicas assim.

Escute Varanda Suspensa e tire suas próprias conclusões: 


Time, Pelander

Leonardo Carvalho

Capa do álbum TimeMagnus Pelander, o mesmo de Witchcraft, volta a esta lista. Não há dúvidas de que o vocalista é bastante talentoso, e diferente do rock cru da banda citada agora, Time, disco da carreira solo de Magnus – Pelander -, tem uma pegada sólida sobre o violão e uma atmosfera extremamente melancólica, que vai aumentando conforme o passar das faixas.

 

 

 


You Want It Darker, Leonard Cohen

Matheus Fiore

Capa de You Want It Darker, disco de Leonard CohenUma das grandes lendas da música que nos deixou em 2016 foi Leonard Cohen. Já ciente de seu estado de saúde, Cohen deixou como epitáfio um disco cheio de ironia focado em religiosidade e morte. Os órgãos e corais dão um pesado clima de velório ao disco, totalmente quebrado pela ironia das letras do cantor.

O ultimo suspiro de uma das vozes mais lendárias e marcantes da música mundial.

 

 

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