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Playlist da Quinzena #2

Playlist da Quinzena #2

Honey Harper, Protomartyr, The Killers, Lil Uzi Uvert e mais na nossa playlist quinzenal

Maicon Firmiano - 21 de março de 2020

Primeira semana de quarenta. Compreensível que o humor da nação não seja o dos melhores. Do country triste à euforia do trap latino, essa seleção compreende os lançamentos dos últimos 15 dias, uma mixtape para te apresentar ou lembrar de sons que podem deixar as próximas semanas mais leves. Seguimos como podemos.

 

 

1. The Day it Rained Forever – Honey Harper

 

Marcando mais uma virada inesperada para um gênero que há tanto é sinônimo de delimitações tradicionais, o country cósmico de Honey Harper encilha a estética do cowboy ao lirismo romântico de formas inusitadas. Talvez nenhum gênero esteja passando por tamanha metaformose como o country, e o álbum Starmaker é exemplo claro que o experimentalismo ainda tem muito o que explorar no far west.

 

 

2. Processed By the Boys – Protomartyr

 

Com clipe homenageando o grande brasileiro Gil da Esfiha, Protomartyr dão ao seu retorno cores alegres enquanto perguntam se já pensamos em como será o apocalipse.

 

3. Staring at a Mountain – Sharon Van Etten

Primeira original desde o ótimo álbum Remind Me Tomorrow, a faixa tem Sharon trabalhando de forma abstrata uma sensação de abandono e finitude. Composta para o filme Never Rarely Sometimes Always, funciona de forma isolada, constrói uma narrativa de melancolia agridoce com o mínimo possível.

 

4. Yo Perreo Sola – Bad Bunny

Expoente do trap latino que ajudou a cravar uma guinada no som do pop internacional, Bad Bunny é o mais aventureiro de seus contemporâneos. Desbrava melodias vocais que constroem camadas para um pop torto. Seu álbum vai de um reggaeton às vias de Daddy Yankee no meio dos anos 2000 às mais recentes de Drake com uma autenticidade cuja única justificativa está no em seu carisma.

 

5. Caution – The Killers

Há tempos que a trupe de Las Vegas não me impressiona. Caution tem um retorno ao som grandioso e eufórico dos anos de ouro da banda, com Brandon Flowers tirando da gaveta sua cadência à Lou Reed para os versos. Em termos simples, pode soar como os ingredientes habituais dos meninos. Porém, de tempos em tempos a opulência é necessária. Em momentos de crises precisamos de doses cavalares de catarse musical.

 

6. XS – Rina Sawayama

Falando em opulência. Sawayama remonta o pop 2000 de Britney Spears e acena às produções de Darkchild com certa regularidade. Essa, faixa do seu futuro primeiro álbum é um gostinho de seu EP homônimo de 2017, a sensibilidade cameleonística da britânica brincando com guitarras de punk pop unidas aos excessos da virada do milênio. Um presente aos filhos da MTV.

 

7. BALD! JPEGMAFIA

Talvez uma das faixas mais acessíveis do Peggy, mesmo que com seu som industrial e hiperativo de sempre. Dinâmica melódica é o elemento de destaque aqui, versos leves que carregam uma faixa divertida, como as melhores dele.

 

8. Weight of That Weekend – Land of Talk

Com uma letra fluxo-de-consciência, o trio canadense lança o primeiro som desde o último LP de 2017. Pra quem gosta de Big Thief, um prato cheio desbravar a discografia da banda, ideal pra quem adora sua dose de melancolia com uma porção de guitarras distorcidas.

 

9. The Steps – HAIM

Só lançando petardo seguido de outro, as irmãs enfiam todos os seis pés numa sonoridade Fleetwood Mac-nos-anos-70. Um último vislumbre de alegria. Uma brisa de verão antes do terror do isolamento, uma guitarra litorânea antes da quarentena.

 

10. Oh Girl – Jonathan Wilson

2019 foi um grande ano para ser um cowboy triste, e 2020 não está sendo diferente. Country lisérgico e de retratos íntimos de um vaqueiro fugitivo, Dixie Blur é um dos grandes álbuns do ano para quem quer sofrer com seus fones de ouvido.

 

11. Hello? Hello! – Shht 

Meio que um DEVO da era virtual, a banda belga acabou de lançar novo trabalho ideal para quem cresceu com o ruído do VHS inflamado nas retinas. É mais acessível e divertido do que eu acabei de fazer parecer.

 

13. MUITA LOUCURA 008 – DJ PH da Serra e DJ VITIN DO PC

Não adianta argumentar com quem não quer ouvir, a vanguarda artística brasileira está na música periférica. Uma colagem muitíssimo brasileira dos DJs PH da Serra e Vitin do PC, que vai do faroeste a samples de Mortal Kombat, é mais um expoente do que eu gosto de chamar de funk ambient. A tag MTG do Soundcloud é a porteira do que se tem produzido de mais avançado no país.

 

14. Awake – Planet 1999

Mesmo que 100 gecs possam soar como uma banda de sensibilidade PC Music, a Planet 1999 é oficialmente o primeiro grupo assinado pelo selo. Apesar de ter originado um som que transcende ao título da gravadora, a banda não atém muito aos seus elementos. Está mais para uma resposta digital ao dreampop de Cocteau Twins.

 

15. Blue Comanche – Westerman

Campos abertos, uma viagem de carro e um ciborgue. Imagens antônimas que desenham uma ideia de solidão e esperança, que por algum motivo, funcionam. Linda balada para os motoristas em tempos de ruas vazias.

16. Celebration Station – Lil Uzi Uvert

O Charli XCX do rap, Lil Uzi Uvert nunca falha em ser elusivo ao mesmo tempo que divertido. Em álbum duplo, vai da euforia do pop EDM de 2012 ao trap contemporâneo com os ouvidos de quem nunca para de prestar atenção mesmo que só surja pra falar de vez em quando.

 

Faixas-Bônus:

Do You Think We’ll Last Forever? – Caroline Rose

Born Confused – Porridge Radio

WAKING UP DOWN – Yaeji

Twinkle Twinkle – Margo Price

Like I’m Winning – Girlpool

The Head and the Heart – SPECTRES

Patience – Porches

SUGAR (Remix) – BROCKHAMPTON e Dua Lipa

elevator girl – Shura e Ivy Sole

The Trip – Heitor Valim

 

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