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Dez produções culturais realizadas por mulheres

Dez produções culturais realizadas por mulheres

Gustavo Pereira - 8 de Março de 2017

O Dia Internacional da Mulher, infelizmente, é uma das datas mais caça-níquel do nosso calendário. Se não houvesse um feminicídio a cada duas horas no Brasil, seria apenas patético ver misóginos oferecendo rosas todo 8 de março. Mas a realidade é preocupante para as mulheres, por aqui e mundo afora.

O Plano Aberto não vai usar este dia de reflexão com textos intermináveis. Vamos usar nosso espaço para sugerir filmes, livros e discos (é sobre isso que falamos, afinal de contas) realizados por mulheres. Use esta oportunidade para ver o mundo pela perspectiva delas. Dê protagonismo de fala a elas.

Você vai se surpreender.

 

1) Um Lugar Qualquer, filme de Sofia Coppola

A filmografia completa de Sofia poderia entrar nesta lista, mas este é meu favorito: um ator com uma vida vazia que precisa passar um tempo com a filha em um hotel (quantos filmes da jovem Coppola se passam em hotéis?) e percebe que precisa amadurecer. É tão sensível, lento, humano.

 

2) Os Reis de Dogtown, filme de Catherine Hardwicke

Gosta de esportes radicais?  Os Reis de Dogtown conta a história real do grupo Z-Top, que começou a andar de skate nas piscinas vazias da Califórnia durante a seca dos anos 1970. Conta com Heath Ledger no elenco, um de seus primeiros trabalhos em Hollywood. Hardwicke também é conhecida pelo forte Aos Treze.

 

3) Educação, filme de Lone Scherfig

Carey Mulligan vive uma jovem que conhece um homem mais velho, envolvente e, acima de tudo, diferente do seu mundo habitual. O relacionamento se mostra uma verdadeira educação sobre o que é a vida. Se a “aula” é boa, só assistindo pra saber.

 

4) A saga Harry Potter, série de livros escrita por J. K. Rowling

Já falamos sobre a série completa aqui num especial do ano passado. Encerrada há menos de dez anos, não é nenhum absurdo colocar Harry Potter ao lado de clássicos da Literatura Infanto-Juvenil como O Hobbit e As Crônicas de Nárnia. Um protagonista que não resolve todos os problemas, infindas lições sobre tolerância e mulheres. Mulheres fortes.

E pensar que Joanne assinou JK para que ninguém desconfiasse que ela era mulher…

Leia tudo duas vezes

 

5) Mrs. Dalloway, livro de Virginia Woolf

A curiosidade sobre esta obra é que ela se passa em apenas um dia. Enquanto Clarissa Dalloway acorda num dia como todos os outros da Inglaterra pós-Primeira Guerra Mundial e se preocupa com os preparativos para uma festa que dará na sua casa à noite, um antigo pretendente volta à cidade e a faz refletir sobre escolhas do passado, propósito da vida e amargura.

Capa da edição de bolso brasileira

6) Azul é a Cor Mais Quente, quadrinho de Julie Maroh

Não desmerecendo a adaptação de 2013 (Adèle Exarchopoulos, amamos você), mas o original toca na alma. As ilustrações em aquarela passam uma leveza visual e deixam a carga dramática no texto de Maroh. A história da vida de Clémentine, uma moça que nunca se sentiu plena até se encontrar no amor.

Por outra mulher.

Sempre sofro nessa parte

 

7) Like a Virgin, disco de Madonna

Nada como voltar ao básico, não é mesmo? Praticamente todo ser vivente já escutou o clássico da americana, que inclusive é assunto na abertura de Cães de Aluguel, filme de Quentin Tarantino. Um disco “com todas as canções fortes”, nas palavras da própria Madonna. Preste atenção especial a “Over and Over” e “Angel”.

 

8) Lemonade, disco de Beyoncé

Já entrou na minha lista de discos favoritos do ano passado. É, sem dúvida, o turning point da carreira de Beyoncé. Produção primorosa, um média-metragem de 65 minutos no disco 2 e mais mulheres fortes na temática. Nós não assistiríamos a ela fazendo uma performance conceitual de Virgem Maria no Grammy se não houvesse algo especial legitimando tudo isso.

 

9) Blues Pills, disco da banda Blues Pills

Uma aposta. Essa banda sueca merece mais do que a alcunha de “o novo Led Zeppelin”. Os vocais Elin Larsson, rasgados como os de Janis Joplin, são um sopro de qualidade na cena engessada do rock. E uma figura incontestável em um ambiente – infelizmente – terrivelmente machista.

 

Menção honrosa: Malala, livro de Viviana Mazza

“A menina mais corajosa do mundo”. Um relato real contado de forma lúdica sobre a menina que ouviu do regime talibã paquistanês que não poderia estudar, continuou assim mesmo e quase morreu executada na porta da escola. Uma das vozes mais relevantes pela igualdade de direitos para as mulheres no mundo atualmente.

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