Girlboss 1×06 – Cinco porcento

Girlboss 1×06 – Cinco porcento

Gustavo Pereira - 22 de abril de 2017

“Cinco porcento” é precedido por “Top 8”. Para ler a crítica do quinto episódio de Girlboss, clique aqui.

Resumindo o episódio em três aspectos: porcentagem, confiança e close-ups.

Haja close-up

É close-up que não acaba mais

UAU

Agora, expandindo: “Cinco porcento” se refere às médias de empresas startups que alcançam o sucesso e de pessoas que morrem em decorrência de uma cirurgia de hérnia. Sophia se vê dentro dos 5% nas duas estatísticas e a única razão é a confiança. Ou falta dela. Como tudo está centrado na forma como os personagens lidam com as próprias convicções, os close-ups servem precisamente para realçar suas expressões faciais. E o elenco se sai bem.

Após um episódio mais denso, seria natural que o próximo voltasse para o humor. Estabeleceu-se até aqui uma dinâmica de desafio que precisa ser superado, como o medo de Sophia por pontes (ok, não faz sentido nenhum, mas é engraçado). Em “Cinco porcento”, ela precisa superar seu comodismo. Algo natural quando nos encontramos numa situação confortável.

“Agora que eu tenho dinheiro sobrando, podemos transar como no cinema” – realmente, Girlboss precisa de momentos assim

Esta é uma série que, com um olhar mais atento, trata de tópicos fundamentais para o empreendedorismo. O mito propagado por Steve Jobs de que o público não sabe o que quer é ótimo para portais de autoajuda que se consideram “geradores de valor”, mas a prática exige interação com o consumidor. Até hoje de manhã, ainda era ele quem ditava as regras e acredito que continue assim. Sophia sofre da chamada miopia em marketing por considerar suas roupas mais importantes do que as tendências da moda, o gosto de suas consumidoras e o seu canal de vendas. É muito sadio por parte da Netflix mostrar estes conceitos de forma leve e dentro da narrativa, mas corretos.

Falando do elenco de apoio, e a faculdade de Arte onde Sophia é porteira rende alguns dos melhores momentos da série, Rick, vivido pelo canadense Norm Macdonald (Saturday Night Live) é sensacional. Ser o escada, aquele que prepara a piada para que outro a finalize, muitas vezes sendo o objeto dela, é uma das técnicas menos nobres e mais importantes da comédia (algo que Dedé Santana e Roberto Guilherme, o Sargento Pincel, fizeram com maestria n’Os Trapalhões).

Sempre que chega na metade, as séries da Netflix dão uma guinada. Ansioso? Veja todos os episódios clicando aqui.

Para ler a crítica de “Pantalona”, sétimo episódio de Girlboss, clique aqui.

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